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5 de Maio
Ir de Manhattan para o Brooklyn através da Williamsburg Bridge é uma aventura. Talvez devido à idade da ponte, as faixas são razoavelmente tortuosas. Somando-se a isso a proximidade da mureta externa da ponte, o resultado é uma sensação de vertigem de paralizar o motorista incauto.
Williamsburg Bridge, via de veículos indo de Manhattan em direção ao Brooklyn.
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30 de Abril
A Williamsburg Bridge é uma das principais formas de acesso do Brooklyn para Manhattan (e vice-versa), dada a sua localização central entre as pontes mais ao sul do Brooklyn e as pontes do Queens, ao Norte. Isso não evita que certa prioridade seja dada ao pedestre: assim que os veículos atravessam a ponte para o lado Manhattan, se deparam com um semáforo que permite aos pedestres atravessarem a avenida em frente à ponte, ou utilizar o acesso de pedestres e bicicletas da ponte.
Entrada da Williamsburg Bridge, lado Manhattan.
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29 de Abril
Andando pelos bairros de Nova York, é comum encontrar fachadas discretas que disfarçam a natureza inspirada da atividade especializada lá abrigada. É o caso desta singela casa, usada para uma gráfica de impressão tipográfica em relevo. Oldschool.
Fachada The Brothers in Elysium, Roebling Street, Williamsburg, Brooklyn.
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28 de Abril
Apesar de bares em Nova York serem, em sua maioria, influenciados pela cultura Irlandesa, algumas outras culturas não ficam muito longe em sua influência. É o caso da Alemanha, que influencia alguns dos melhores bares da cidade - em especial, bares com ótimas linguiças. É o caso do Radegast, no Brooklyn, que oferece, além de ótima comida e inúmeros tipos de cerveja, música típica Alemã ao vivo em diversas ocasiões.
Bar Radegast, Williamsburg, Brooklyn.
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27 de Abril
Bicicletas e ciclistas são um mundo à parte em Nova York, com inúmeras subculturas influenciando o modo de uso das magrelas. Uma das práticas mais pitorescas entre ciclistas da cidade é a de dirigir bicicletas “de dois andares”. Extremamente difíceis de se iniciar e parar, elas provavelmente oferecem uma visão privilegiada ao ciclista enquanto pedala pela cidade.
Bedford Avenue, Williamsburg, Brooklyn.
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26 de Abril
Apesar da onipresença do metrô, as linhas de ônibus em Nova York são também bastante práticas, fazendo trajetos alternativos, não cobertos pelos trilhos de trem. E, ao contrário do metrô - que opera 24 horas por dia - a maior parte das linhas de ônibus opera das 5 da manhã à meia-noite.
Bedford Avenue, Williamsburg, Brooklyn.
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23 de Abril
Nova York detesta guarda-chuvas. Em dias nublados, é bastante comum encontrar guarda-chuvas caídos pelas ruas, alquebrados e abandonados, como soldados feridos durante uma batalha sangrenta e deixados para trás.
O inimigo, neste caso, é o vento: como o vento pode ser bastante forte na cidade, mudando repentinamente de uma rua para outra, guarda-chuvas são quebrados, rasgados, invertidos, e trincados com uma frequência recorde.
Williamsburg, Brooklyn.
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7 de Abril
A maioria dos parques em Nova York possui áreas separadas para cachorros, onde os companheiros podem correr, brincar e se sujar livremente, além de interagir com outros cachorros.
O McCarren park, em Williamsburg, possui duás áreas desse tipo - uma para cachorros maiores, e outra para cachorros pequenos e mais indefesos. Nos finais-de-semana - como neste sábado - é comum ver as duas áreas repletas de cachorros sendo cachorros.
McCarren Park, Williamsburg, Brooklyn.
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1º de Abril
A vigilância pública em Nova York não parece ser tão proeminente quanto, digamos, Londres. Ou, pelo menos, não faz parte da rotina do cidadão se preocupar tanto com a vigilância.
Ainda assim, é possível encontrar câmeras pela cidade, como esta esquina com (hilárias) 5 câmeras vigiando as imediações do prédio de uma piscina pública.
Metropolitan Pool, Metropolitan Avenue, Williamsburg, Brooklyn.
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26 de Março
Muitos apartamentos em Nova York possuem lava-louças, algo considerado item de luxo no Brasil. No entanto, existe o outro lado da moeda: pouquíssimas residências em Nova York possuem lavadora de roupas. Assim, o normal para residentes da grande maçã é levarem sua roupa suja para uma das muitas lavanderias self-service disponíveis na cidade sempre que necessário.
É também nessas lavanderias em que as roupas são secas após a lavagem: na ausência de espaço para quintais com varais, as roupas são geralmente secas em centrífugas aquecidas de alta potência.
Um último detalhe interessante é que, após todo esse processo, as roupas não são passadas a ferro. Este é outro costume Brasileiro que soaria incomum para boa parte dos residentes locais. Ao contrário, roupas são secas e fofas quando saem da secadora, ou seja, sem marcas de dobras; desde que sejam dobradas e guardadas a tempo, elas se manterão em boa condição.
Lavanderia self-service em Williamsburg, Brooklyn.
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25 de Março
Mais do que talvez qualquer outra cidade no mundo, Nova York possui influências do mundo todo. Assim, não é difícil encontrar bares, restaurante e até super-mercados focados num determinado tipo de público.
Para Brasileiros, não é diferente. Embora a presença Brasileira na cidade não seja tão forte quanto muitas outras nações, existem ainda muitos lugares da cidade onde o Brasileiro pode se sentir em casa.
Um dos melhores exemplos é o bar Miss Favela, no Brooklyn, que, além de servir comida e bebida Brasileiras e tocar ritmos populares da terra de Cabral, possui também uma decoração especialmente familiar para os transplantados saudosistas.
Miss Favela, Williamsburg, Brooklyn.
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20 de Março
O dia 20 de Março marca o Equinócio da Primavera nos Estados Unidos - o dia em que o Inverno oficialmente acaba e a Primavera começa.
Na verdade, Nova York já vem passando por um clima típico de Primavera há algumas semanas. É só agora, no entanto, que começamos a ver a mudança refletida nas ruas. E com a vegetação da cidade não é diferente, já que as folhas e flores começam a aparecer nas árvores antes secas.
Havemeyer Street, Williamsburg, Brooklyn.
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15 de Março
Com suas árvores ainda peladas, Nova York se prepara para o final do inverno (talvez um dos invernos mais quentes dos últimos anos).
Williamsburg, Brooklyn.
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7 de Março
Embora seja extremamente eficiente, o metrô de Nova York é, de certo modo, bastante inconstante. É muito comum ter de esperar longos minutos dentro de um trem que está parado sem motivo aparente, não sabendo quando a viagem vai continuar. Para piorar a situação, o motivo real de atrasos e mudanças no sistema são sempre encobertos: “trem atrasado devido a passageiro doente”, por exemplo, é um código que costuma significar qualquer tipo de problema, de mulheres parindo a suicídios nas linhas de trem.
Nesta foto, a linha que leva trens da linha J/M/Z do Brooklyn a Manhattan sobre a Williamsburg Bridge estava parada porque um passageiro resolver sair do trem durante o trajeto e subir em cima do vagão. Uma cena talvez comum nas antigas linhas de trem de São Paulo, mas surreal em Nova York.
Metrô M sentido Manhattan, parado no meio da Williamsburg Bridge, entre Manhattan e Brooklyn.
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3 de Março
Algumas linhas de metrô em Nova York correm acima do solo em zonas mais periféricas (principalmente no Brooklyn e Queens) logo após correrem abaixo do solo em Manhattan. Esta parte da linha J/M/Z, por exemplo, dá aos passageiros uma visão ampla da cidade (neste caso, acima do East River) logo após submergir de um túnel subterrâneo.
Pessoalmente, essa parte do trajeto sempre me lembra a viagem do centro da cidade para a Zona Leste, no metrô de São Paulo.
Metrô percorrendo a Williamsburg Bridge e chegando na parada Marcy Avenue, em Williamsburg, Brooklyn.