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3 de Maio
Caminhões, vans e ônibus deixados em estacionamentos abertos ficam expostos à furia dos elementos - incluindo-se aí os elementos humanos. Por conta disso, não é incomum encontrar veículos carregados de grafites - autorizadas ou não - circulando pela cidade. Historicamente, esse era o papel dos trens do metrô, mas esse método de proliferação do graffiti começou a cair em decadência há cerca de uma década atrás.
Clinton Street, Lower East Side, Manhattan.
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28 de Janeiro
Muitas vezes, a pixação em Nova York tem ao mesmo tempo um caráter subversivo e sarcástico. É o caso na pixação encontrada nesta parede no Brooklyn, utilizando um trocadilho genial para criticar a economia Norte-Americana.
Para explicar: a frase “You are not alone” - “você não está sozinho” - é bastante comum na cultura de entretenimento Norte-Americana. Essa pixação subverte a sentença, substituindo “alone” por uma combinação de som semelhante - “a loan”, ou “empréstimo”. O contexto, nesse caso, é importante: empréstimos a longo prazo são parte integrante da cultura de consumo Norte-Americana, sendo a base de boa parte dos problemas financeiros sofridos pela sociedade do país (principalmente os empréstimos para cursar faculdade, bastante criticados recentemente).
Ou seja, “você não é um empréstimo”, mas escrito de forma brilhante.
Williamsburg, Brooklyn.
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16 de Janeiro
Graffiti e pixação fazem parte da cultura e da história de Nova York. E embora a arte de rua se expresse na cidade de forma ligeiramente diferente de, digamos, São Paulo, as semelhanças ainda são profundas: aqui elas também se manifestam mais frequentemente nos cantos abandonados da cidade.
Abaixo da Brooklyn-Queens Expressway (BQE), Williamsburg, Brooklyn.